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Técnicas das Reconstruções de defeitos ósseos Maxilo e Mandibulares.


Muitas são as etiologias das perdas ósseas, é um campo vasto, pois envolve: Doenças inflamatórias crônicas e agudas, processos patológicos e fatores anatômicos ligados à hereditariedade e a idade do paciente.
Existem fatores que aceleram a perda óssea, os mais comuns são: uso de Próteses Totais e Próteses Parciais Removíveis.
Os acidentes traumáticos também podem estar presentes em perdas ósseas.

Antes das reconstruções ósseas, como em qualquer tipo de cirurgia as condições físicas do paciente devem ser analisadas e uma anamnésia bem feita deve ser realizada para esclarecimentos, não somente das condições físicas do paciente, mas também diagnosticar a etiologia das perdas ósseas e traçar um plano de tratamento mais adequado possível

Existem várias técnicas reconstrutivas das perdas ósseas: Os tipos de materiais usados para enxertos são: alógenos, aloplásticos e xenógenos.

1. A primeira, e mais usada como rotina nos consultórios é a Regeneração Tecidual Guiada (ROG).
2. A segunda, técnica usada é o emprego do Plasma Rico em Plaquetas PRP, associado a materiais homoplásticos ou aloplásticos.
3. A terceira técnica é os enxertos ósseos autógenos.


3. Enxertos ósseos autógenos: Várias técnicas para uso destes enxertos têm sido empregadas nos últimos anos.
O tipo de técnica é eleita conforme o grau de perda óssea existente. O enxerto de osso, na maxila e mandíbula não têm a finalidade somente de criar osso para a colocação de implantes, muitas vezes tem objetivo de auxiliar na reconstrução estética e funcional dos maxilares.
Em certas circunstâncias o protesista não tem condição de realizar um bom trabalho estético se a estrutura óssea estiver muito comprometida. As áreas mais utilizadas para obtenção dos enxertos autógenos são:

a) Áreas Intra-orais, tais como: o mento, ramo mandibular, túber maxilar e tórus.
b) Crista ilíaca.

Para que estas cirurgias sejam realizadas, há necessidade de um ambiente criteriosamente preparados quanto a biossegurança e uma equipe altamente treinada, as cirurgias que apresentaremos foram realizadas na Clínica Prof. Dr. Sérgio Lima, pela equipe do Prof. Dr. Joubert.
Mostraremos alguns exemplos destes casos clínicos realizados, para ilustração.

Caso clínico número 1.
Este paciente sobre uma queda, com fratura da tábua óssea vestibular e a perda dos dentes 11, 12 e 13.



Na fotografia 1.1., pode-se perceber um hematoma seguido de uma fibrose da área labial. Na fotografia 1.2. pode-se observar a área anodôntica correspondente aos dentes e osso perdido 21 dias após o acidente.

A região labial foi corrigida com uma cirurgia plástica, antes do enxerto ósseo ser realizado.



Fotografia 1.3., Nesta fotografia, os retalho totais da mucosa gengival foi rebatido, expondo o tecido ósseo. Pode-se observar a perda da cortical óssea vestibular de toda a área. Optou-se por um enxerto de osso autógeno.
Fotografia 1.4. observa-se o enxerto ósseo sendo removido da região mentoniana para ser colocado na área da perda óssea.



Fotografia 1.5., Podemos observar, o enxerto ósseo parafusado em posição. É importantíssimo que o enxerto fique firmemente preso ao osso subjacente.
Fotografia 1.6., nesta observamos que nos espaços remanescentes, foi colocado uma pasta de material aloplástico, composto por: osso liofilizado, HA e colagel.



Fotografia 1.7., mostra o enxerto todo recoberto por uma membrana colágena reabsorvível.
Fotografia 1.8. observa-se que os retalhos foram rigorosamente suturados, contudo, tomando-se cuidado para que não houvesse isquemia nos tecidos, que poderia levar a uma necrose do retalho.


Colocação dos implantes 7 meses após.



Fotografia 1.9. Pode-se ver a perfeita formação do tecido ósseo em toda a área do enxerto, os parafusos de fixação foram removidos.
Fotografia 1. 10., colocação do guia cirúrgico para a marcação do lugar ideal para a colocação dos implantes.



Fotografia 1.11., as 3 cavidades ósseas preparadas para a colocação dos implantes. Ao preparar as cavidades pode-se verificar que o osso formado era de ótima qualidade, permitindo uma boa fixação dos implantes de titânio.
Fotografia 1.12., mostra a radiografia tirada imediatamente após a colocação dos implantes.